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O começo da terapia pode ser estranho e está tudo bem

Psicólogo Cesar Fontana Folla CRP: 06/135135 · 9 de ago. de 2026 · 3 min de leitura

Para o texto de hoje, gostaria de trazer um tema que é muito recorrente na terapia ou para quem busca a terapia.

Pode até parecer óbvio, simples ou fácil de responder, mas, na prática, é algo que aparece com bastante frequência, e, justamente por isso, é importante ser falado, compartilhado e conversado.

O tema é: "a dificuldade de confiar em um psicólogo nas primeiras sessões".

E já adianto: isso é muito comum. E também é completamente normal.

Quando falamos sobre terapia, estamos falando sobre uma relação, ou melhor dizendo, uma relação terapêutica. Ou seja, existe um profissional ali, na sua frente, e existe você, que está buscando esse processo, duas pessoas.

Mesmo hoje, com as redes sociais, onde é possível ver o rosto do psicólogo, a forma como ele fala, os conteúdos que compartilha, ainda assim existe um limite. Porque, no fim das contas, a gente não sabe como será a experiência da terapia em si.

"Será que vou gostar da forma como o psi que escolhi trabalha?", "a abordagem que ele utiliza, faz sentido para mim?", "será que ele fala dificil?", "será que ele fica quieto ou é mais ativo nas sessões?" e muitas outras questões.

Diante de tantas perguntas, uma resposta: só existe uma maneira de descobrir se aquilo vai funcionar. Vivendo o processo, fazendo as primeiras sessões, conversando na terapia com esse psi.

É nas sessões, que você começa a perceber se faz sentido, se existe identificação, se surge uma sensação de conforto, aquele “acho que quero continuar nesse caminho”.

Mas voltando para o tema do texto, é por isso que no início, é esperado que exista um certo estranhamento. São duas pessoas que ainda não se conhecem, construindo algo juntas.

E é justamente nesse começo que a estrutura da terapia, como os encontros semanais, o tempo de sessão, ganha importância e relevancia.

Esses elementos ajudam a sustentar e fortalecer essa relação que está sendo construída.

Com o passar do tempo, você vai sentindo como isso se desenrola. Pode ser que você perceba que está funcionando, que está fazendo sentido.

Ou pode ser que não e tudo bem também.

Às vezes, é preciso procurar outro profissional, ou até repensar o momento de fazer terapia.

Mas o ponto é: sentir um certo desconforto no início faz sentido, faz parte, esta dentro do plano.

A confiança não costuma estar presente logo de cara. Ela vai sendo construída ao longo do processo.

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